sábado, 8 de dezembro de 2012

brincadeiras no encontro de casais

Espanha – Dezembro 2012
"Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração."Daniel4.3

Querido intercessor:
Ao chegar o fim do ano nos damos conta de como Deus tem sido fiel em cada momento de nosso ministério, mediante as lutas e dificuldades, podemos olhar para trás e ver as marcas de Deus na obra aqui na Espanha. Neste ano tivemos a visita de vários missionários que o Senhor enviou para nos apoiar,o que foi de grande benção para mim e para a igreja.                       Tivemos a visita de dois missionários da Albania, o Anchieta e Nelimar que apesar de ser uma visita muito rápida, foi muito bom estar com eles. Também fizemos a despedida do Claudemir e Etelvina que deixaram saudades. 
participação do Boneco Dedé encantado também as crianças
Graças a Deus o seminário tem seguido muito bem e os alunos tem se esforçado bastante, o que nos tem dado muita alegria em ver alguns membros da igreja aprendendo e se capacitando no ministério e para o ministério. 
Ficamos muito contentes com a presença do pastor André (boneco Dedé) e a tia Vanessa com uma caravana de Portugal, os quais passaram um final de semana. Neste período eles ministraram aos casais, às crianças e à igreja e ainda trouxeram 3 irmãs para montarem um salão de beleza para produzir as esposas para o encontro de casais, foi muito bom!
Pr. André(Boneco Dedé) e Pr. Jack Douglas
Uma grande surpresa foi a visita do novo pastor da igreja cigana aqui de Santa fé que veio me visitar e propôs uma boa amizade e me deu um grande abraço, digo isso porque a igreja cigana aqui não se mistura com outras igrejas a não ser ciganas, mas como tem alguns membros da igreja cigana que fazem teologia conosco, creio que isso esta viabilizando um bom relacionamento e amizade entre nossa igreja com as igrejas ciganas.
Retomei as aulas de psicologia na faculdade e tem sido um grande desafio, pois com a igreja e toda a atividade que temos, as vezes se torna difícil manter os estudos universitários. Ainda mais agora que num um dia de chuva bati o carro, não foi nada grave, mas o prejuízo foi grande e não tenho dinheiro para consertar, não sei se vale a pena pois o carro já está velho e se torna mas difícil ir a faculdade e fazer algumas visitas, pois ele é muito útil no ministério.
´Pr. Jack Douglas com irmãos e missionários
Neste ano pela graça de Deus, pudemos fazer 3 batismos, ver os novos convertidos chegando na igreja, apesar da crise que esta passando o país, de que muitas igrejas foram fechadas, inclusive uma congregação nossa e de outras denominações, muitos estão pedindo sextas básicas de alimentos, entendemos que isso tudo é uma maneira das pessoas buscarem a Deus num pais muito secularizado.
Agradeço a Deus por tudo que ele tem feito e creio que ele fará muito mais no ano que vem. Agradeço a você também que tem orado para a realização deste obra, pois sei que “muitas coisas do que Deus tem feito aqui é por que você esta orando ai.” Agradeço a minha igreja e contribuintes que tem enviado sua oferta de missões, semeando neste ministério.
 irmãos de Santa Fé e visitantes
Desejo a você querido parceiro de ministério “Feliz Festas”, um final de ano com muitas bênçãos na sua vida, família e ministério. Que os sinais e as maravilhas de Deus sejam parte de sua história.
ORE: POR PROVISÃO, POR DISCERNIMENTO, SABEDORIA E PARA QUE DEUS ENVIE OBREIROS PARA ESTE CAMPO.





sexta-feira, 30 de novembro de 2012

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

POVOS NÃO ALCANÇADOS - CURDOS


A maior nação sem pátria:

Descendentes do antigo império medopersa (nação a quem pertenceu o Rei Dario, e antes quem serviu o profeta Daniel), os curdos (em curdo, kurdên) lutaram muito para possuir seu próprio território como pátria, para dar um lar a seus mais de 35 milhões de curdos no mundo, que hoje vivem divididos entre a Turquia, Síria, Iraque e Irã.
Comunidades curdas também podem ser encontradas no Líbano, Armênia, Azerbaijão e, em décadas recentes, em alguns países europeus e nos Estados Unidos. São na maioria muçulmanos. Eles são um dos maiores povos não-alcançados do Oriente Médio. Apenas se conhecem crentes entre eles.
Eles são descendentes dos medopersas mencionados na Bíblia. Em 612 a.C. conquistaram Nínive, e por sua vez foram conquistados pelos persas em 550 a.C. Alguns antropólogos os identificam com os elamitas mencionados na profecia de Jeremias 49. No século VII d.C., ao se converterem, na sua maioria, ao islamismo, começaram a se chamar “curdos”, com exceção dos iazidis (que seguem uma seita que mistura Zoroastrismo, Cristianismo e Islamismo) e de alguns cristãos, que permaneceram firmes na fé durante o tempo das conquistas árabes.
Os curdos mais famosos da história foram Dario, o Medo, que reinou na Pérsia no tempo de Daniel, e Saladino, que lutou contra o Rei Ricardo Coração de Leão, nas cruzadas e reconquistou Jerusalém para o Islamismo em 1187.
Não há dúvida que eles são a maioria mais importante do Oriente Médio. Etnicamente, são aparentados com outros povos iranianos. Sua “pátria”, que chamam de Curdistão, não têm limites oficiais, mas se estende desde as montanhas Zagros no Irã até a parte do Iraque, Síria e Turquia Oriental. É uma região montanhosa de 500.000 km² onde se encontram 100% do petróleo turco e sírio, e 74% dos curdos do Iraque (Kirkuk-Mosul) e a metade do iraniano (região de Kermanach). Ao norte se encontra o Monte Ararat (onde desceu a arca de Noé), e os rios Tigre e Eufrates banham a região.
O Curdistão é uma das regiões mais estratégicas do planeta, tendo servido como rota de invasão e imigração entre a Ásia e a Europa por milhares de anos. Ao longo dos séculos, os curdos mesclaram-se com povos vizinhos e invasores, disso resultando um panorama genético que abrange desde gente de cabelo pixaim e pele morena até loiros de olhos azuis. O vínculo que une essas pessoas é “acima de tudo, um sentimento”, explica uma arqueóloga curda, “derivado do modo de vida tradicional nos vales montanhosos e nas planícies adjacentes onde os curdos sempre viveram”.
A diferença entre árabes e curdos está no fato de que estes ainda não estruturaram a sua língua e a sua escrita. Falam uma língua própria, dividida em diversos dialetos diferentes. Em alguns casos, é possível o entendimento restrito entre um dialeto e outro, porém na maioria dos casos não o é. A língua curda pertence ao subgrupo noroeste das línguas indo-iraniano da família de línguas indo-européias. O curdo deve ter evoluído a partir de línguas caucasianas e do aramaico devido a certas peculiaridades que a fazem distinta das outras línguas iranianas. A maioria dos ancestrais dos curdos falava várias línguas da família indo-européia. Todavia, as origens étnicas curdas são incertas. Os mais alfabetizados escrevem em árabe.
A língua original dos curdos foi a hurrita, uma língua não indo-européia que pertencia à família caucasiana. A antiga língua foi substituída pelo indo-europeu por volta de 850 a.C., com a chegada dos Medos ao Curdistão. Todavia, a influência do hurrita no curdo ainda é evidente na sua estrutura gramatical ergativa e nos topônimos.
Provavelmente, o obstáculo mais grave para a comunicação entre os curdos e com outras nações resida no fato de que o analfabetismo é muito grande. Poucos são os que têm oportunidade de ir à escola, geralmente por questões econômicas.
A maioria dos curdos são bilíngües ou poliglotas, falando as línguas dos povos da vizinhança tais como o árabe, o turco e o persa como segunda língua. Os judeus curdos e alguns cristãos curdos (não confundir com os assírios étnicos do Curdistão) habitualmente falam aramaico como sua primeira língua. O aramaico é uma língua semítica muito mais próxima do árabe e do hebraico que do curdo.
O iazdanismo se refere a um grupo de religiões monoteístas praticadas entre os curdos: o alevismo, o iarsanismo e o iazidismo. O principal elemento nas religiões iazdânis é a crença em sete entidades angélicas que protegem o mundo, e por isso estas tradições são chamadas de Culto dos Anjos. A religião original dos curdos era o iazidismo, uma religião muito influenciada pelas crenças judaica, zoroastriana, cristã e islâmica. Todavia, há diferenças significativas entre o iazdanismo e o zoroastrismo, como a crença na reencarnação. A maioria dos iazidis vive no Curdistão iraquiano, nas vizinhanças de Mosul e Sinjar.
Atualmente, a maioria dos curdos é oficialmente muçulmana, pertencendo à escola Shafi’i do Islamismo sumita.
Práticas místicas e participações em ordens sufistas estão também disseminadas entre os curdos. Há também uma minoria curda que é xiita. Os alevitas são outra minoria religiosa entre os curdos, encontrados, principalmente, na Turquia.
Diz-se que os curdos “abraçaram o Islã suavemente”, o que significa que sua fé tende a não ser tão assertiva quanto em outras áreas. Uma conseqüência disso, por exemplo, são as grandes liberdades que gozam as mulheres curdas, elas não cobrem seus rostos, seus hijab são menos restritivos, e elas não se vestem com vestidos pretos como o xador iraniano ou a abaya árabe.
No Curdistão, é comum que as mulheres expressem sua opinião na presença de grupos de homens e as meninas aprendem a ler com seus irmãos – e sigam a carreira militar, ocupem postos no governo e trabalhem como engenheiras.
Há séculos eles foram fazendeiros e pastores que moravam nas montanhas, mas hoje a maioria vive em centros urbanos e ganharam a reputação de serem brutos. Os turcos provocaram algumas tribos curdas a unirem-se para o massacre dos armênios até o final do século XIX.
A partir disso, são muito hospitaleiros. Suas mulheres realizam tarefas no campo. Em suas festas as esposas têm lugar ao lado de seus maridos, e é permitido que falem. Os curdos normalmente têm uma só esposa, embora o Islamismo permita até quatro.
Pode-se dizer que sua cultura está baseada no amor. Por exemplo, é bem visto que uma jovem deixe seu lar para unir-se ao seu amado, ainda que contra a vontade de seus pais. As mães sempre levam consigo seus bebês, até quando vão realizar trabalhos no campo. É permitido às crianças, desde pequenas, a sentar-se com os adultos e participar de suas conversas, e, geralmente são sobre o amor, doenças, ou morte. Os filhos levam o sobrenome do pai, ainda que podem tomar o da mãe se ela é bonita ou de família muito conhecida.
A fama de bons guerreiros acompanha os curdos, mas isso não evitou que fossem massacrados pelos turcos, árabes e persas. Esquecidos pela ONU, os curdos são, na grande maioria, analfabetos. Desde o início desde século, quando se desenvolveu seu nacionalismo, o povo curdo mantém uma guerra de guerrilhas contra as potências ocupantes de seu território. O Tratado de Sèvres, formado em 1920, havia prometido a eles o direito a sua independência depois da queda do Império Otomano. Mas quando o texto de Sèvres foi substituído pelo de Lausanne, foi perdida toda esperança.
O Iraque transformou-se no país que é hoje depois desse Tratado, que dissolveu efetivamente o Império Otomano, depois da derrota na Primeira Guerra Mundial e deu aos britânicos o controle sobre o Iraque. Apesar de o tratado prometer que os curdos receberiam seu próprio país, o Curdistão, este sonho foi por água abaixo. A Turquia, outro país novo determinado pelo tratado e lar da maior população de curdos no mundo, recusou-se a ratificar o documento. No lugar dele, o tratado de Lausanne, mais favorável aos turcos, foi redigido e ratificado em 1923. Desde então, os curdos não têm país próprio e, por consequência, vivem em conflito com seus compatriotas. Não é a primeira vez que as esperanças curdas, por obter uma nação própria, terminaram em desastre. Seus guerrilheiros chamam a si mesmo peshmerga (em curdo, aqueles que caminham ao lado da morte), e através dos anos têm sido frustrados seus intentos por aspirar uma nação própria, em terras com governantes que os depreciam.
No Iraque, Saddam Hussein tentou por longo tempo eliminá-los. Quando as forças aliadas na guerra do Golfo, expulsaram o exército iraquiano do Kuwait, centenas de milhares de curdos sem lar se dirigiram ao norte para reclamar suas antigas terras, somente para serem atacados por Saddam e forçados a fugir novamente.
Os problemas no Iraque têm levado o Primeiro Ministro da Turquia a utilizar a palavra “curdos”, já que até pouco tempo a existência deste grupo humano não era aceita, e eram chamados de “turcos das montanhas”. Agora, uma nova legislação foi proposta e trarão liberdade limitada para a língua curda permitindo fitas e vídeos em sua língua, mas não livros.
O número exato de curdos vivendo no Oriente Médio é desconhecido, devido à análise dos recenseamentos recentes e à relutância dos vários governos das regiões habitadas por curdos em fornecer dados preciosos.
De acordo com o CIA Factbook, os curdos compreendem 20% da população da Turquia, de 15 a 20% no Iraque, possivelmente 2% na Síria, 7% no Irã e 1,3% na Armênia. Em todos estes países com exceção do Irã, os curdos formam o segundo maior grupo étnico. Aproximadamente 55% dos curdos no mundo vivem na Turquia, 20% no Irã, 20% no Iraque e um pouco menos de 5% na Síria. Estas estimativas estabelecem o número total de curdos entre 27 e 36 milhões.
A cultura curda é o legado de vários povos antigos que moldaram os modernos curdos e sua sociedade, principalmente, de três povos: os hurritas nativos, os iranianos antigos (Medos) e os Muçulmanos.
A cultura curda é muito próxima daqueles dos povos iranianos; os curdos, por exemplo, também celebram o Noruz (21de março) como Dia de Ano Novo.
Os filmes curdos, principalmente, evocam a pobreza e a falta de direitos do povo curdo na região. Yilmaz Gűney (Yol) e Bahman Qubadi (a Time for Drunken Horses, Turtles Can Fly) estão entre os mais conhecidos diretores curdos.
Na Síria, milhares de curdos não têm cidadania, são marginalizados, proibidos de promover sua cultura e língua. O governo turco, freqüentemente, usa brutal violência para aplacar movimentos nacionalistas curdos.
Tradicionalmente, há três tipos de artistas clássicos curdos: os contadores de histórias (çirokbêj), os menestréis (stranbêj) e os bardos (dengbêj). Não houve música específica relacionada às cortes principescas curdas, e, em vez disso, a música apresentada em reuniões noturnas (sevbihêrk) é considerada clássica. Várias formas musicais são encontradas neste gênero. Muitas músicas são épicas por natureza, como a popular Lawiks, balada heróica contando histórias de heróis curdos como Saladino. Heyrans são baladas de amor que, frequentemente, expressam a melancolia da separação e do amor não conquistado, enquanto Lawje é uma forma de música religiosa e Payizoks são canções apresentadas durante o outono.

A igreja hoje:

Devido a ação missionária, mais curdos estão se voltando para Cristo no Oriente Médio e no Ocidente. Em sua maioria, esses convertidos participam ou iniciam comunidades evangélicas, mas há convertidos nas igrejas históricas. Porém, o número de muçulmanos que se converteram à fé cristã é ainda minúsculo. Por exemplo, no Iraque, onde existem vários ministérios e, algumas igrejas especialmente voltados para curdos, o número de convertidos dificilmente passa de mil pessoas (cerca de apenas 0,03% da população curda no país).
Para um cristão curdo, o risco de sofrer perseguição depende da sua nacionalidade, tribo e tradições familiares. O governo do Irã e Síria ainda monitora de perto a atividade evangélica e fazem o que podem para coibir seu crescimento. Na Turquia e no Norte do Iraque o governo é bastante secular e não apresenta problema para a igreja. Entretanto, a força da tribo e a tradição são muito fortes e podem proteger ou ameaçar a vida do novo cristão. Como acontece frequentemente em outros casos, no segundo caso, convertidos também se tornam vítimas das “vistas grossas” de autoridades locais.
Apesar de ser uma igreja bastante jovem, a igreja curda chama bastante a atenção de organizações internacionais. O fato de viverem em países que estão constantemente na mídia faz com que muitas pessoas queiram ajudar os nossos irmãos curdos.
Somente existem traduções do evangelho de Lucas e de João, Provérbios e o livro de Jonas e alguns episódios da vida do Senhor Jesus Cristo.

Oremos pelos curdos:

O evangelismo entre os muçulmanos curdos está severamente restrito e há poucos crentes verdadeiros (não se sabe de mais de 50 em todo o mundo); no entanto, as zonas curdas da Turquia têm a mais alta porcentagem de resposta aos cursos bíblicos por correspondência.
Clamemos para que os curdos tenham a liberdade de escutar o evangelho em sua própria língua, e para que haja obreiros que tenham a possibilidade de proclamar as boas novas.


Perfil:
l
Nome do Povo: Curdo (Norte)
País: Iraque
Sua língua: Kurmanji
População: 1.457.000
Maior religião: Islamismo Suni
Cristãos: 0,07%
Escrituras disponíveis em sua Língua: NT
Evangélicos (desse povo no país): 0 (0%)

Seu País:

País: Iraque
População: 22.411.000
Religião principal: Islamismo
Evangélicos no País: 5.900 (0,03%)
Número de igrejas no País: 38
Número de Missionários no País: 20
Liberdade de Pregação: parcial.

Fonte:http://povosegeografia.blogspot.com.br

segunda-feira, 6 de agosto de 2012


Espanha – Agosto  2012
“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” 
Eclesiastes 11:1
                                                                                 

                                                                                   Querido intercessor

É bom saber que o Senhor tem sido fiel para com todos aqueles que lançam seu pão sobre as águas, sem saber quando ele enviará a provisão, mas que confiam no Senhor que é sempre fiel.
Neste mês de julho pudemos fazer mais um batismo do irmão Juaquim (español) e de sua esposa Yani e sogra Lilia (Cubanas) e foi uma benção sentimos muito a presença do Senhor e tivemos um bom tempo de comunhão.
Neste verão aproveitamos para pintar a igreja, teve a participação de alguns irmãos da igreja e dos jovens que se esforçaram bastante, ficou muito bonita, você precisa ver! Também começamos os ensaios do louvor todos os sábados pela tarde e depois do ensaio, saímos para evangelizar durante este verão, levamos um violão e tocamos pelas ruas de Santa Fé pelas noites, quando os bares estão cheios, enquanto uns tocam e cantam outros evangelizam e entregam folhetos. Temos visto uma boa aceitação.

Também fomos abençoados com a visita da irmã Carol (Irlanda) que veio passar umas pequenas férias e uma equipe de irmãos que vieram de Portugal e Brasil, um grupo que veio nos ajudar com os jovens, Poly Campos, Marcel, Vinicios, Carlos, pr Nilson. Eles estiveram louvando, pregando e visitando a cidade de Granada. Fizemos um encontro de jovens e eles tiveram uma boa  interação com os jovens da igreja e teve uma alma que se entregou a Cristo. O tempo que esses jovens estiveram aqui me convidaram para ir a Portugal para apoiar o trabalho que eles estariam realizando. Estive uma semana em Lisboa onde pude participar de uma conferencia missionária, do encontro de jovens e preguei na igreja do boneco Dedé e conheci o seu bebe.
Tivemos a visita do Missionário Luis Pino de El Salvador que está indo para a Ásia com a sua família, ele foi quem me apoiou quando eu havia recém chegado a Espanha e estive trabalhando com ele no IIBET.
Temos visto mais irmãos animados para participarem do seminário teológico e tem sido uma alegria ver a participação de alguns na vigília de oração que fazemos uma vez por mês e também nos almoços que fazemos.
Ore
Por sabedoria,
Por discernimento
Por revelação


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domingo, 8 de julho de 2012



CARTA DE JUNHO DO PR. MISSIONÁRIO JACK DOUGLAS - GRANADA/ESPANHA




 Espanha – Junho  2012

"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16:33


Querido intercessor
Em Granada estamos com o maior calor, depois da primavera com muito pólen dos muitos pés de azeitona, a alergia atinge a maioria das pessoas e a nós também, mas graças a Deus o Senhor tem nos dado saúde.
Nestes últimos meses tivemos muito trabalho e muitas atividades. Aproveitamos o mês de maio e  realizamos o culto do dia das mães, foi uma benção. Tivemos também a visita do irmão Sidney, um pastor brasileiro que tem sua igreja em Sevilla o qual nos convidou para irmos a uma vigília em sua igreja neste mês de julho. Recebemos também uma equipe de Portugal na qual esteve o pastor Eduardo que pregou na Chana e Santa Fé, juntamente com  alguns pastores de Portugal e o Boneco Dedé. Com o Boneco Dedé fomos a uma bairro pobre da Espanha chamado Poligono de Almaraya, onde moram na sua maioria ciganos e marroquinos. Foi a primeira vez que fizemos uma atividade nessa região e a experiência foi bem interessante pois as crianças demonstravam uma carência muito grande e apesar dos desafios, a palavra do Senhor foi proclamada e muitas crianças foram evangelizadas. E neste mês de julho prevemos receber outra equipe de Portugal, um grupo de jovens que nos vai ajudar com a juventude e com o louvor.
O grande desafio deste mês de junho foi fechar a nossa congregação da Chana, pois já estávamos em uma situação difícil tanto financeiramente, como com falta de obreiros etc. Depois de orar tive que tomar a decisão de fechar a igreja. Alguns irmãos ficaram  tristes,  mas temos nos programado para que todos venham as reuniões em Santa Fé. É uma readaptação pois já estávamos com a congregação a dois anos, mas creio que foi necessário e assim estamos mais juntos e somamos forças para fazermos mais para Deus. No momento estamos tentando colocar todos os compromissos em dia.
A pedido de uma irmã que estava de viagem marcada para ir a França com sua família para trabalhar, fizemos um batismo no mês de junho e foi uma benção,  pois a família estava toda presente e agora queremos fazer outro no mês de julho em nome de Jesus.
O Seminário teológico vai entrar de férias agora em julho e voltar no final de setembro quando começa o inverno, já temos 9 alunos e tem sido uma benção ensinar e aprender com os alunos.

Ore
Pelo seminário, por mais alunos.
Pelas equipes que estamos recebendo
Por sabedoria, discernimento  e revelação
Por fortalecimento físico,  espiritual e financeiro

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

MEUS AMIGOS:


ESTAMOS COM O PROJETO DE MISSÕES NA ESPANHA. DEUS TEM NOS CHAMADO PARA ESTARMOS ALI NAQUELE PAÍS, PARA LEVARMOS ESPERANÇA DE SALVAÇÃO PARA AQUELE POVO CUJA NECESSIDADE É MAIS ESPIRITUAL DO QUE MATERIAL. NO ENTANTO, NÃO TENHO CONDIÇÕES FINANCEIRAS PARA ISSO, E ESTOU CONTANDO COM A COLABORAÇÃO DE NOSSOS IRMÃOS ESPALHADOS POR TODO O BRASIL E QUIÇA DO MUNDO. NECESSITO DE SUA COLABORAÇÃO VOLUNTÁRIA PARA QUE ESTE PROJETO POSSA SER DESENVOLVIDO ALI NAQUELE PAÍS.
A PASSAGEM ESTÁ EM TORNO DE 3.000 REAIS, SE VC PUDER AJUDAR, E SENTIR NO CORAÇÃO DE ENTREGAR SUA OFERTA PARA MISSÕES NA ESPANHA, PROCURE-NOS. MISSIONÁRIA CIDA BIANCHINI
552788852457/552732417088
ou deposite na c/c BB 17969-8 ag. 3193-3
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domingo, 20 de maio de 2012

 CARTA DO PASTOR MISSIONÁRIO  JACK DOUGLAS DA ESPANHA


  Espanha - maio 2012

 “Ele faz que os pobres sejam companheiros dos príncipes e os põe em lugares de honra.” I Samuel 2.8

Querido intercessor

Em Granada já se sente o clima mudando: o frio indo embora e o calor chegando. Quando realizamos o mercado medieval foi uma benção apesar de que neste ano tivemos pouca gente para ajudar e muita chuva. Deus nos deu a oportunidade de entregar uns 5 mil folhetos e evangelizar a muita gente. Fizemos uma exposição das primeiras Bíblias escritas em espanhol do ano 1569 . Tivemos a presença do conselheiro de cultura da prefeitura que demonstrou muito interesse e ficamos de conversar depois em outro momento numa reunião no seu escritório. Compareceram alguns irmãos da igreja para ajudar e na maior parte eu, minha irmã e minha mãe estivemos na barraca. Encontramos com um irmão brasileiro que estava orando a tempos pedindo ao Senhor uma igreja para congregar. Quando ele recebeu um folheto da nossa igreja, ele se deu conta de que Deus havia respondido sua oração. Ele foi jogador profissional na Alemanha, mas depois de uma contusão perdeu o contrato e hoje tem vindo todos os finais de semana para nos ajudar como diácono, ele se chama Willian Santana. Também tivemos a ajuda de uma irmã brasileira que tem sido uma benção no apoio a reunião das irmãs todas as quintas-feiras e também tem nos ajudado em todas as atividades da igreja. Graças a Deus que tem levantado obreiros para nos ajudar aqui, porque a necessidade é grande e os obreiros são poucos, com essa carência muitas vezes fico esgotado, mas o Senhor tem tido misericórdia de nós. É assim que Deus faz: Depois que nos despedimos das obreiras no aeroporto de Málaga, minha mãe Ana e minha irmã Linda, Deus já tinha enviado outros para ajudar. Cada dia Deus tem nos surpreendido, quando pensamos que no culto virá poucas pessoas, temos visto Deus trazendo as pessoas à igreja para ouvirem sua palavra, o que nos dá mais ânimo para seguir em frente. Depois de falar com o dono do local onde está estabelecida a igreja para baixar o aluguel, ele baixou de 500 para 450 euros, mesmo assim tem sido um grande desafio, por isso necessitamos de um milagre cada mês. Este mês de maio estamos começando um propósito de oração e jejum para que o Senhor faça maravilhas em nosso meio. A partir do dia 7 deste começamos o jejum de Daniel. Até o final do mês estaremos recebendo de vista o pr Eduardo Viera, juntamente com o boneco Dede o que será de grande alegria tê-los conosco novamente.

Ore: 
Pelo seminário, por mais alunos.
Pelo culto de missões e pelas visitas 
Por fortalecimento físico, mental, espiritual e financeiro 
Por sabedoria, discernimento e revelação 
Contribua: Banco do Brasil – Ag 3480-0 – C/c 3008657 
Contato: E-mail: Jackdouglas51@gmail.com

terça-feira, 10 de abril de 2012

carta de oração de Abril do Missionário Jack Douglas da Espanha


Espanha - Abril 2012
Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto
Isaías 55:6
                                                                                             Querido intercessor


Hoje temos muitas facilidades para buscar ao Senhor e não aproveitamos. Trabalhamos muito para que o evangelho esteja acessível a todas as pessoas, para que assim, todos cheguem ao conhecimento de Cristo. Nós aqui no sul da Espanha no inverno, por causa do frio, neve e escuridão começamos o culto as 19 horas; na primavera, com a mudança de horário, começa a escurecer mais tarde e então  começamos as 19:30 horas e no verão quando o sol se põe as 22 horas começamos o culto as 20 horas.



Com muito esforço, Deus tem nos surpreendido! Quando vemos alguns irmãos sendo despertados a buscarem a Deus. Na última vigília do mês de março, foi uma benção. Tivemos mais de 20 pessoas orando e buscando a Deus, ficamos até as 3:30 da madrugada.
No Hospital, quando fomos visitar um cigano que algum tempo atrás odiava os crentes e que abandono a família porque eles se tornaram cristãos, ele acabou confessando a Jesus como salvador. Depois de ter um derrame cerebral acabou aceitando a Jesus com Salvador, ele é o avo do diácono da nossa igreja (Juanma).
Na prisão visitamos um jovem que alguns meses atrás tinha vindo à igreja, pediu oração mas não aceitou a Jesus como salvador e que agora estava preso, esperando o julgamento que será em maio. Na visita quando conversávamos por um vidro, ele chorou muito arrependido e também confessou a Cristo.
Tivemos o 2º aniversario da congregação da Chana que apesar das dificuldades financeiras que passamos, tivemos um pregador que veio do Brasil (pr Jailson Crispim) de Goiana, que ministrou no sábado, domingo e segunda-feira, tivemos vários visitantes e foi um derramar do Espírito Santo, coisa que o espanhol não esta acostumado a ver e alguns ficaram assustados. A palavra foi pregada, ouve batismo com o Espírito Santo e vidas se reconciliaram com Deus e o nome do Senhor foi glorificado. Em meio as festividades, demos inicio a primeira aula do seminário com 5 alunos.
Neste mês de abril estaremos participando do mercado medieval pela segunda vez, onde teremos uma barraca no meio do evento para evangelizarmos e vender materiais para arrecadar fundos para a igreja. (Ore)
Ore
Por minha mãe e irmã que estarão indo para o Brasil
Por fortalecimento físico, espiritual e financeiro
Por sabedoria, discernimento  e revelação
Pelo Mercado Medieval

Banco do Brasil – Ag 3480-0 – C/c 3008657

quinta-feira, 29 de março de 2012

Viagem Missionária a Moçambique
"Pede-me e te darei as nações por herança e os confins da terra por tua possessão" Sl. 2.8

Confesso que jamais imaginei pisar em um solo africano, apesar de ter ido em Marrocos da vez passada, sempre tive um certo receio. Quando Deus me falou para ir para a África, foi como se uma seta traspassasse meu coração, comecei então a pedir ao Senhor que me preparasse para esta nova missão.Meu coração estava na Espanha e perguntava para Deus o que eu iria fazer na África, se na Espanha tinha muito o que fazer? Então Deus começou a tratar comigo e me mostrar que havia muito o que fazer naquele país chamado Moçambique. Entendi claramente a mensagem, mesmo não querendo acreditar nela. Os dias se passaram, e as lutas só chegando, e o tormento aumentando que até uma inflamação em minha mama eu tive, e necessitei passar por uma bateria de exames. Graças a Deus, não era nada, Deus apenas estava me testando se iria me manter firme no propósito de obedecê-lo. Chegando em setembro mês da viagem, já estava com as passagens compradas, e as malas prontas para mais um vôo. Agora o pais de destino, era totalmente desconhecido, sem falar no desafio do inglês na Africa do Sul, porque em Moçambique o idioma é português e daria para nos arranjar, mas ninguém na equipe sabia falar inglês. Assim, a única pessoa da equipe que sabia um pouquinho mais era eu, confiante então nesse meu pequeno saber, deixaram em minhas costas a responsabilidade de contactar as pessoas quando necessário. Assim, com uma equipe de 9 pessoas, partimos do Brasil no dia 09/09 às 9 h para essa viagem transcultural. saimos do Espírito Santo, descemos em Guarulhos e seguimos para Congonhas para embarcarmos no South African. Já no ar sentimos a dificuldade com a lingua pois não conseguiamos entender o que a aeromoça nos falava, era necessário muitos gestos, e muitos cidaaaa..... Enfim, chegamos na África do Sul, onde fariamos mais uma conexão para Moçambique. Chegando em Moçambique, Maputo, fomos recepcionados pelo Pr. Clarismundo e sua esposa Deise, que também seriam nossos anfitriões.Ficamos deveras impactados pelo tamanho da pobreza daquele povo, porém um povo alegre que não se deixava abater pela miséria mas sorriam e brincavam o tempo todo. Nos recebiam com muita alegria quando batíamos em suas portas, raríssimas vezes as pessoas não nos deixavam entrar, até mesmo pessoas mulçumanas nos convidavam a entrar em seus comercios e casas. Foi muito maravilhoso poder compartilhar das boas novas pra aquele povo. Sabemos que fizemos um bem muito grande pra aquelas crianças, muitas sem esperança de um mundo melhor, porém lhes falamos que há um reino esperando por eles, o reino de Jesus, que Ele foi preparar para todos aqueles que creem nele. ficamos hospedados em Maputo, andamos pelas favelas do Chamaculo e outras duas. Fomos também em outras partes como Xai-Xai, lugar lindo, de muito verde e um mar bucólico. Nos encantamos também com uma lagoa que até nos aventuramos a remar um pouco. Enfim estar em solo africano foi uma benção maravilhosa de Deus, podermos colocar nossos pés naquela terra foi algo indescritível e que jamais nos esqueceremos.


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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012




O caso de Nadarkhani foi transferido recentemente para o líder supremo Aiatolá Khamenei, para que ele tomasse a decisão sobre a sentença de morte, mas legalmente o tribunal ainda tem a autoridade de emitir a ordem de execução, afirma Khandjani. Khamenei pode ou não tomar a decisão, e se o tribunal emitir a ordem de execução, o aiatolá teria a autoridade de anulá-la.


Apesar de os advogados de Nadarkhani não terem recebido a confirmação por escrito, Khandjani afirma estar preocupado, pois o governo desconsidera suas próprias leis e processos legais ao tratar os cristãos. Diversos prisioneiros já foram executados sem aviso.


Nadarkhani falou com sua esposa por telefone no dia 22 de fevereiro, e o Centro Americano da Lei e Justiça (veja link) afirma que ele ainda está vivo.


“Temos que continuar orando e falando sobre a situação dos cristãos no Irã, porque é um momento de tensão para o povo”. Os cristãos no Irã são repetidamente presos e interrogados. O caso de Nadarkhani não é algo fora do comum no país.


Para agir em favor de Yousef Nadarkhani, acesse http://aclj.org/iran/save-christian-pastor-nadarkhani-iranian-death-sentence




Tradução: Deborah Stafussi no Portas Abertas
Fonte: Compass Direct

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ou
Quando o amor não é o bastante!
O assunto escolhido para este mês foi ‘Namoro no Campo’, um assunto muito pertinente à vida do missionário, pois as estatísticas da pesquisa da SEPAL(2001)  dizem que 21% dos missionários brasileiros são solteiros (por que não dizer solteiras, uma vez que o numero de solteiras é maior (15%)  do que solteiros (06%)  !) .
Estando no campo e sendo solteiro ou solteira, as oportunidades para um namoro com certeza aparecerão, haja vista o numero de casamentos interculturais na comunidade missionária.  Por isso, a necessidade de antemão conversar sobre o assunto para não ser pego ou pega de surpresa, com as especificidades da situação.
Em primeiro lugar, o que é namoro? Na Bíblia, por exemplo, não vemos esta prática. Os casamentos eram arranjados, isto é, na hora certa, a família fazia os arranjos necessários para que os pombinhos se encontrassem. (De minha parte até acharia bom, acredito que muitos já estariam casados!)
Na nossa cultura, namoro é  (pelo menos era !)  a fase que antecede o noivado e por fim o casamento. Digo na nossa cultura, pois namoro pode ser interpretado de outras formas em outros lugares, podendo até não existir em algumas delas. Esta fase seria dedicada ao mútuo conhecimento, até para perceber as diferenças das histórias que seriam trazidas para o casamento.
Entendendo então, o que namoro significa para nós, por que então tratá-lo de uma forma diferente quando se está no campo? Existem razões para isto,  Vou aqui apontar algumas.
Em primeiro lugar, é importante dizer que o namoro no campo pode ter várias configurações : pode  ser entre duas pessoas do mesmo país, que por razões semelhantes ou diferentes se encontram lá; pode acontecer entre pessoas de culturas diferentes, um de fora e outro do país hospedeiro, e até mesmo os dois de países diferentes daquele onde se encontram. Em cada uma destas possibilidades, existem áreas a serem observadas para que o relacionamento se concretize de uma forma que traga conforto para os envolvidos.
Em segundo lugar, penso que namoro significa possibilidade de casamento e por isso, no campo missionário se faz diferente, uma vez que pessoas de culturas diferentes vão construir uma relação.
Existem outros pontos que poderiam ser vistos, como o melhor momento para iniciar um relacionamento no campo, implicações com as organizações de envio, regras de conduta , etc. Contudo, neste artigo vou me ater principalmente à questão de um dos  produtos do namoro no campo – o casamento intercultural.
Casamento Intercultural
“De fato, eu comecei a perguntar, será que casamentos mono culturais existem?” Timo Keskitalo (citado em Love Across Latitudes, 1999, Contracapa)
Casamento, segundo a os princípios bíblicos, é uma relação única entre um homem e uma mulher que têm como objetivo,  passar o resto de suas vidas  juntos. Para o casamento, cada um trás consigo uma mistura própria de experiências passadas.
Neste sentido, todos os casamentos podem ser considerados interculturais, cada um dos cônjuges vem de histórias diferentes, com suas tradições, valores e costumes.  Mas os de culturas diferentes dentro do contexto que estamos usando neste artigo, podem trazer conflitos próprios desta realidade. A grande mobilidade da sociedade tem resultado a cada dia num maior número de casamentos entre pessoas de localização geográfica e culturas diferentes, não só na comunidade missionária .
Estudiosos do assunto, colocam que quanto maior a diferença no ‘background’ cultural, maior poderá ser a dificuldade dos cônjuges para se adaptarem ao casamento. Muitas vezes as próprias características que foram os atrativos para o envolvimento, acabam sendo as causas de conflito.
Pensemos por exemplo no caso onde uma moça brasileira , que se apaixona, namora e casa com um rapaz europeu. As características desta moça talvez sejam a abertura, a alegria, a comunicação, enfim, o perfil que chamaria atenção de um europeu mais reservado. Imagine agora, este casal em uma visita ao Brasil.  O comportamento social da esposa, parando para conversar com todo mundo, abraçando os amigos,  poderia  ser interpretado como um ataque ao marido, que pode se sentir  deixado de lado . Imaginem então se o marido vem de uma cultura que dá uma super importância à pontualidade, quando a esposa se atrasar para um compromisso.
O conhecimento das diferenças nos sistemas  culturais pode ser útil para os cônjuges que tomam o comportamento um do outro em termos pessoais. Os casais podem experimentar uma súbita e notável mudança na resposta quando passam a ver o comportamento do cônjuge como fazendo parte de um contexto étnico mais amplo, e não como um ataque pessoal.
Como no exemplo acima, o marido poderia perceber o comportamento da esposa como uma forma de ataque pessoal e não como algo fortemente influenciado pela cultura.
Em outras palavras, o efeito das diferenças culturais que cada um trás para o casamento  , vai variar de acordo com o conhecimento que cada um tem destas diferenças e da maneira como vai interpretar os comportamentos do cônjuge.
O impacto da herança cultural que cada um trás, vai se manifestar de alguma forma , em situações diárias por todos os estágios da vida.  Desde o nascimento até a morte, existem padrões de comportamentos que são definidos pela cultura, podendo chocar completamente um membro de outra cultura.  Por exemplo, no Brasil o nascimento de um filho é um evento familiar, onde a presença dos avós é completamente aceita e até esperada. Na Inglaterra por sua vez, o acontecimento restringe-se mais ao casal, e a presença dos avós chega a causar espanto. Portanto, para cada acontecimento no ciclo da família, onde o casamento envolve duas culturas diferentes, haverá duas opiniões bem diferentes e até divergentes. Alguns aspectos do casamento intercultural, como dinheiro, tempo, gênero e questão de filhos, entre outros, podem trazer conflitos.
Na minha prática atendendo casais que se aventuraram no casamento intercultural, tenho percebido que somente o amor não dará conta de sustentar o relacionamento. É preciso entendimento da situação, conhecimento da cultura um do outro, desejo de abrir mão e muitas vezes ajuda de fora para ter um relacionamento como o Senhor planejou .
Procuro ajudar a estes casais a:
  1. Reconhecerem suas diferenças e sua complementaridade, pois assim poderão ter uma idéia mais clara de quais são as concepções do outro.
  2. Validarem as escolhas que fizeram com base na complementaridade e regularizarem as abordagens e crenças de cada um.
  3. Criarem uma “terceira realidade”, uma realidade transcultural, um cenário onde ambos podem ser eles mesmos e, ao mesmo tempo, sensíveis às reações mútuas. Isto representa para o casal o desafio de estabelecer, em cada situação, quem entre os cônjuges é capaz de fazer o sacrifício que levará a um compromisso e ao conhecimento de que o parceiro que se adaptou ao outro é o único que poderia tê-lo feito.
Sabendo da minha busca por material apropriado para o assunto, recebi de presente do meu querido esposo, Silas,  um livro (infelizmente só está em inglês ) chamado, Love Across Latitudes. Este é um livro precioso, altamente recomendável, escrito por uma missionária da AWM ( Arab World Mission ), Janet Fraser-Smith , que também teve um casamento intercultural.
Pois bem, neste livro há umas recomendações úteis para quem está querendo embarcar nesta aventura :
  1. Pense bastante – Gaste bastante tempo antes de tomar a decisão final!
  2. Pesquise o suficiente –
    1. Se possível passe um tempo na cultura do outro, antes do noivado .
    2. Estude a cultura do outro profundamente … Procure e tente entender o que vai ‘por debaixo do pano’.
  3. Pese os prós e contras – Considere os assuntos difíceis: a longo prazo, onde iremos morar ? Muitos casais não querem fazer esta pergunta. Qual será o impacto nos filhos?
  4. Sinta o medo.
  5. Case assim mesmo, mas somente após terem se testado e esteja certo que esta é a vontade de Deus para suas vidas!
Concluindo, gostaria de dizer que qualquer pessoa que está disposta a entrar em um relacionamento intercultural precisa estar preparado para conhecer e compreender ao máximo possível o ‘background’ do seu cônjuge, embora talvez no momento do namoro, com toda a atração envolvida, esta seja uma tarefa difícil. Isto não somente trará um maior conhecimento do outro, mas também oferecerá uma base segura de onde um belo  relacionamento poderá ser construído.
Márcia Tostes é terapeuta familiar e Diretora para o cuidado integral do missionário na Missão Antioquia
Fonte: site do Cuidado Integral do Missionário