quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O caso de Nadarkhani foi transferido recentemente para o líder supremo Aiatolá Khamenei, para que ele tomasse a decisão sobre a sentença de morte, mas legalmente o tribunal ainda tem a autoridade de emitir a ordem de execução, afirma Khandjani. Khamenei pode ou não tomar a decisão, e se o tribunal emitir a ordem de execução, o aiatolá teria a autoridade de anulá-la.
Apesar de os advogados de Nadarkhani não terem recebido a confirmação por escrito, Khandjani afirma estar preocupado, pois o governo desconsidera suas próprias leis e processos legais ao tratar os cristãos. Diversos prisioneiros já foram executados sem aviso.
Nadarkhani falou com sua esposa por telefone no dia 22 de fevereiro, e o Centro Americano da Lei e Justiça (veja link) afirma que ele ainda está vivo.
“Temos que continuar orando e falando sobre a situação dos cristãos no Irã, porque é um momento de tensão para o povo”. Os cristãos no Irã são repetidamente presos e interrogados. O caso de Nadarkhani não é algo fora do comum no país.
Para agir em favor de Yousef Nadarkhani, acesse http://aclj.org/iran/save-christian-pastor-nadarkhani-iranian-death-sentence
Tradução: Deborah Stafussi no Portas Abertas
Fonte: Compass Direct
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
ESCRITO POR MÁRCIA TOSTES | 25 ABRIL 2004
ou
Quando o amor não é o bastante!
O assunto escolhido para este mês foi ‘Namoro no Campo’, um assunto muito pertinente à vida do missionário, pois as estatísticas da pesquisa da SEPAL(2001) dizem que 21% dos missionários brasileiros são solteiros (por que não dizer solteiras, uma vez que o numero de solteiras é maior (15%) do que solteiros (06%) !) .
Estando no campo e sendo solteiro ou solteira, as oportunidades para um namoro com certeza aparecerão, haja vista o numero de casamentos interculturais na comunidade missionária. Por isso, a necessidade de antemão conversar sobre o assunto para não ser pego ou pega de surpresa, com as especificidades da situação.
Em primeiro lugar, o que é namoro? Na Bíblia, por exemplo, não vemos esta prática. Os casamentos eram arranjados, isto é, na hora certa, a família fazia os arranjos necessários para que os pombinhos se encontrassem. (De minha parte até acharia bom, acredito que muitos já estariam casados!)
Na nossa cultura, namoro é (pelo menos era !) a fase que antecede o noivado e por fim o casamento. Digo na nossa cultura, pois namoro pode ser interpretado de outras formas em outros lugares, podendo até não existir em algumas delas. Esta fase seria dedicada ao mútuo conhecimento, até para perceber as diferenças das histórias que seriam trazidas para o casamento.
Entendendo então, o que namoro significa para nós, por que então tratá-lo de uma forma diferente quando se está no campo? Existem razões para isto, Vou aqui apontar algumas.
Em primeiro lugar, é importante dizer que o namoro no campo pode ter várias configurações : pode ser entre duas pessoas do mesmo país, que por razões semelhantes ou diferentes se encontram lá; pode acontecer entre pessoas de culturas diferentes, um de fora e outro do país hospedeiro, e até mesmo os dois de países diferentes daquele onde se encontram. Em cada uma destas possibilidades, existem áreas a serem observadas para que o relacionamento se concretize de uma forma que traga conforto para os envolvidos.
Em segundo lugar, penso que namoro significa possibilidade de casamento e por isso, no campo missionário se faz diferente, uma vez que pessoas de culturas diferentes vão construir uma relação.
Existem outros pontos que poderiam ser vistos, como o melhor momento para iniciar um relacionamento no campo, implicações com as organizações de envio, regras de conduta , etc. Contudo, neste artigo vou me ater principalmente à questão de um dos produtos do namoro no campo – o casamento intercultural.
Casamento Intercultural
“De fato, eu comecei a perguntar, será que casamentos mono culturais existem?” Timo Keskitalo (citado em Love Across Latitudes, 1999, Contracapa)
Casamento, segundo a os princípios bíblicos, é uma relação única entre um homem e uma mulher que têm como objetivo, passar o resto de suas vidas juntos. Para o casamento, cada um trás consigo uma mistura própria de experiências passadas.
Neste sentido, todos os casamentos podem ser considerados interculturais, cada um dos cônjuges vem de histórias diferentes, com suas tradições, valores e costumes. Mas os de culturas diferentes dentro do contexto que estamos usando neste artigo, podem trazer conflitos próprios desta realidade. A grande mobilidade da sociedade tem resultado a cada dia num maior número de casamentos entre pessoas de localização geográfica e culturas diferentes, não só na comunidade missionária .
Estudiosos do assunto, colocam que quanto maior a diferença no ‘background’ cultural, maior poderá ser a dificuldade dos cônjuges para se adaptarem ao casamento. Muitas vezes as próprias características que foram os atrativos para o envolvimento, acabam sendo as causas de conflito.
Pensemos por exemplo no caso onde uma moça brasileira , que se apaixona, namora e casa com um rapaz europeu. As características desta moça talvez sejam a abertura, a alegria, a comunicação, enfim, o perfil que chamaria atenção de um europeu mais reservado. Imagine agora, este casal em uma visita ao Brasil. O comportamento social da esposa, parando para conversar com todo mundo, abraçando os amigos, poderia ser interpretado como um ataque ao marido, que pode se sentir deixado de lado . Imaginem então se o marido vem de uma cultura que dá uma super importância à pontualidade, quando a esposa se atrasar para um compromisso.
O conhecimento das diferenças nos sistemas culturais pode ser útil para os cônjuges que tomam o comportamento um do outro em termos pessoais. Os casais podem experimentar uma súbita e notável mudança na resposta quando passam a ver o comportamento do cônjuge como fazendo parte de um contexto étnico mais amplo, e não como um ataque pessoal.
Como no exemplo acima, o marido poderia perceber o comportamento da esposa como uma forma de ataque pessoal e não como algo fortemente influenciado pela cultura.
Em outras palavras, o efeito das diferenças culturais que cada um trás para o casamento , vai variar de acordo com o conhecimento que cada um tem destas diferenças e da maneira como vai interpretar os comportamentos do cônjuge.
O impacto da herança cultural que cada um trás, vai se manifestar de alguma forma , em situações diárias por todos os estágios da vida. Desde o nascimento até a morte, existem padrões de comportamentos que são definidos pela cultura, podendo chocar completamente um membro de outra cultura. Por exemplo, no Brasil o nascimento de um filho é um evento familiar, onde a presença dos avós é completamente aceita e até esperada. Na Inglaterra por sua vez, o acontecimento restringe-se mais ao casal, e a presença dos avós chega a causar espanto. Portanto, para cada acontecimento no ciclo da família, onde o casamento envolve duas culturas diferentes, haverá duas opiniões bem diferentes e até divergentes. Alguns aspectos do casamento intercultural, como dinheiro, tempo, gênero e questão de filhos, entre outros, podem trazer conflitos.
Na minha prática atendendo casais que se aventuraram no casamento intercultural, tenho percebido que somente o amor não dará conta de sustentar o relacionamento. É preciso entendimento da situação, conhecimento da cultura um do outro, desejo de abrir mão e muitas vezes ajuda de fora para ter um relacionamento como o Senhor planejou .
Procuro ajudar a estes casais a:
- Reconhecerem suas diferenças e sua complementaridade, pois assim poderão ter uma idéia mais clara de quais são as concepções do outro.
- Validarem as escolhas que fizeram com base na complementaridade e regularizarem as abordagens e crenças de cada um.
- Criarem uma “terceira realidade”, uma realidade transcultural, um cenário onde ambos podem ser eles mesmos e, ao mesmo tempo, sensíveis às reações mútuas. Isto representa para o casal o desafio de estabelecer, em cada situação, quem entre os cônjuges é capaz de fazer o sacrifício que levará a um compromisso e ao conhecimento de que o parceiro que se adaptou ao outro é o único que poderia tê-lo feito.
Sabendo da minha busca por material apropriado para o assunto, recebi de presente do meu querido esposo, Silas, um livro (infelizmente só está em inglês ) chamado, Love Across Latitudes. Este é um livro precioso, altamente recomendável, escrito por uma missionária da AWM ( Arab World Mission ), Janet Fraser-Smith , que também teve um casamento intercultural.
Pois bem, neste livro há umas recomendações úteis para quem está querendo embarcar nesta aventura :
- Pense bastante – Gaste bastante tempo antes de tomar a decisão final!
- Pesquise o suficiente –
- Se possível passe um tempo na cultura do outro, antes do noivado .
- Estude a cultura do outro profundamente … Procure e tente entender o que vai ‘por debaixo do pano’.
- Pese os prós e contras – Considere os assuntos difíceis: a longo prazo, onde iremos morar ? Muitos casais não querem fazer esta pergunta. Qual será o impacto nos filhos?
- Sinta o medo.
- Case assim mesmo, mas somente após terem se testado e esteja certo que esta é a vontade de Deus para suas vidas!
Concluindo, gostaria de dizer que qualquer pessoa que está disposta a entrar em um relacionamento intercultural precisa estar preparado para conhecer e compreender ao máximo possível o ‘background’ do seu cônjuge, embora talvez no momento do namoro, com toda a atração envolvida, esta seja uma tarefa difícil. Isto não somente trará um maior conhecimento do outro, mas também oferecerá uma base segura de onde um belo relacionamento poderá ser construído.
Márcia Tostes é terapeuta familiar e Diretora para o cuidado integral do missionário na Missão Antioquia
Fonte: site do Cuidado Integral do Missionário
ESCRITO POR JACK DOUGLAS DE OLIVEIRA BATISTA | 21 MARÇO 2005
Na Vida de uma Agência Missionária?
Muitas pessoas têm uma visão errônea com respeito às agências missionárias e ao missionário de base, sem conhecer o verdadeiro trabalho desempenhado por ambas as partes.
Alguns dizem que para fazer missões não se necessita de agências missionárias, nem de missionários de base. Eles dizem que as agências só querem controlar a vida e o dinheiro dos missionários e que os missionários de base não dão os frutos que deveriam dar, que são funcionários de gabinete, que seu trabalho é de pouco proveito para missões, e que vivem a sombra dos missionários. Acreditam que são pessoas que não deram certo no campo, ou que talvez têm medo de ir ao campo.
Verdade é, que muitos têm sofrido por causa desta mentalidade retrógrada de líderes que não fazem e nem sabem o que é missões. Ela se reflete drasticamente nas agências e na vida dos missionários, fazendo com que eles não encontrem apoio, sendo até esquecidos no campo.
Depois de muito trabalho e esforço missionário, chegou-se a conclusão de que o missionário necessita de pessoas ligadas a ele, que trabalhem a seu favor, que estejam ligadas a ele e também à sua igreja, mantenedores, ou denominação, pois a igreja não tem condições de dar toda a assessoria que o missionário necessita, seja por causa da distância ou da comunicação.
Quando entendemos que somos membros de um só corpo, vemos que cada obreiro tem a sua parte e sua atuação na obra missionária, onde o cabeça é Cristo. Uns ligados aos outros para manter o bom funcionamento do corpo, todos em conexão. Paulo já dizia:
Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? Agora pois há muitos membros, mas um corpo. Não para que haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. (I Co 11.14,15, 16,17, 19, 20 e 25)
O próprio missionário Paulo, por muitas vezes foi assessorado por missionários de base que nunca saíram de suas cidades ou países, mas esses missionários de base o auxiliavam preparando um lugar onde ele ficaria, dando sugestões, ajudando em fulgas, orando por ele, levando e trazendo carta, ou seja, dando todo tipo de assistência, levando o que ele precisava.
O que é um missionário de base?
É aquele que auxilia na chegada, na saída e quando o missionário está no campo, apóia o Missionário quando há dificuldade financeira ou de saúde, cuida da vida burocrática do Missionário, quem faz o contato entre missionários e entre missionário e mantenedor (principalmente quando ele está em um país de risco ou de difícil comunicação)
É aquele missionário que trabalha em uma agência missionária para dar suporte à Igreja, promover despertamento, visão missionária, comunicar estatísticas, resultados de pesquisas.
Entre suas responsabilidades estão dar suporte ao Missionário, ir na frente (fazer os contatos), comunicação (informar aos mantenedores), sustento(levantar e desafiar), socorro (emergências), manter o interesse (comunicar maiores necessidades), pastoreio (cuidado),intercessão (mobilização).
O Missionário de base é a pessoa que melhor entende o missionário que está no campo, porque ele tem um preparo missionário, já viveu ou viverá num campo missionário.
Tenho como exemplo a ação no campo de batalha:
Na guerra deve haver uma boa comunicação entre os soldados que avançam no confronto pessoal e aqueles soldados que ficam na base de comando em sua retaguarda. Entre o pelotão, existe um soldado que fica com um rádio preso na suas costas, sempre pronto para acionar o soldado de base, seja para dar informes de possições ou pedir ajuda aos soldados que estão na estação de rádio, atentos na mobilização do pelotão e nas suas dificuldades, prontos para enviar reforços. O soldado de base sabe o que está se passando com os soldados que estão na linha de fogo e acompanha todos os seus movimentos e acontecimentos.
O soldado do outro lado da linha telefônica é como o missionário de base, que reflete o que o pelotão está passando na frente de batalha. Se for precisso ele manda reforços, ou até mesmo um bonbardeio aéreo (através da intercessão). São aqueles que estão mais perto do campo de batalha e que podem mobilizar todo um exército e até mesmo o General em prol de um soldado ferido. A agência missionária funciona como uma estação de rádio que dá os informes, auxilia e administra toda a ofensiva de invasão, ataque e conquista do terreno inimigo.
Aqui no campo, sei que posso contar com eles (missionários de base) a todo momento, para todo tipo de ajuda, tanto pequena como grande, pois eles não me abandonarão, serão usados por Deus para meu fortalecimento para ir mais adiante.
Jack Douglas de Oliveira Batista
Missionário da Missão Antioquia – Espanha – Granada
Trabalho no IIbET ( Instituto Ibero-Americano de Estudos Transculturais)
Missionário da Missão Antioquia – Espanha – Granada
Trabalho no IIbET ( Instituto Ibero-Americano de Estudos Transculturais)
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
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“...Porquanto nele houve outro espírito e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou....” Js14.24
Querido Intercessor
Cada ano é um ano de conquista até que cheguemos a terra prometida, os inimigos são muitos e os desafios constantes. Neste tempo que estou aqui na Espanha vejo que temos que seguir em frente na direção que o Senhor nos tem dado, mas não é somente isso, também devemos ter um “outro espirito” o mesmo espirito que teve Calebe diante das barreiras.
Estivemos visitando algumas pessoas nos hospitais e vimos que mesmo no leito de morte muitos ainda não querem ouvir falar de Deus e o rejeitam. Também estivemos fazendo visitas a muitos irmão que já não vem a igreja e vemos que no inverno as pessoas quase não saem de suas casas pelo forte frio do inverno, onde muitos se resfriam nesta época, principalmente crianças e idosos.
A igreja esta com poucas pessoas no momento, então decidimos fazer um culto especial, mas flamenco, mas cigano e creio que foi uma estratégia para alcançar o povo cigano. O primeiro culto cigano foi uma benção pois o cigano daqui é diferente de outros países, pois já está mais introduzido na sociedade e mas sensível a palavra de Deus. Estamos com muitas expectativas com esse novo culto. Por favor ore!
Aproveitando os finais de semana vou ao mercado para evangelizar e encontrei a Mustafá que tinha muito tempo que não falava com ele e quando me viu ficou muito alegre e para minha surpresa, me pediu um filme Jesus em seu idioma Wolof, pois ele é de Senegal. Fiquei muito contente e na outra semana levei para ele junto com outros materiais evangelísticos, mas ele dizia que o que lhe interessava era o filme Jesus em seu próprio idioma. Também encontrei a Drifa uma muçulmana que fazia anos que não a via e também deixei um material evangelístico com ela.
Para enfrentar a dificuldade financeira que a igreja enfrenta fizemos o almoço para arrecadar fundos para a congregação foi uma benção, foi feito uma feijoada e vieram muitas pessoas que não são crentes e muitas não conheciam a igreja a maioria era brasileiros, é claro. Cada mês se fará uma comida especial para ajudar no aluguel da igreja.
No mês de janeiro também dei um passo de fé alugando um apartamento, depois de várias mudanças, morar na igreja, morar com minha irmã, dividi uma casa com um amigo, etc. encontrei um apartamento na mesma rua da igreja, e mesmo sabendo que meu sustento ainda é baixo para viver neste país, conto com o apoio do irmãos e sei que Deus suprirá cada uma de minhas necessidades.
Interceda
Por sabedoria, provisão financeira e espiritual
Por Mustafá e familiares
Pela igreja em Granada
Banco do Brasil – Ag 3480-0 – C/c 3008657
E-mail: Jackdouglas51@gmail.com
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
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