quarta-feira, 11 de junho de 2008

tempo para os filhos


Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais devem dar aos filhos. pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível. Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças. Mas a diretoria ficou surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que não tinha tempo para falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana. Quando ele saia para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. Explicou ainda, que tinha que trabalhar assim para prover o sustento da família. mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse de sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol e o cobria. Isso acontecia religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. o fato nos faz refletir sobre muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazer presente, de se comunicar com o seu filho. Aquele pai encontrou a sua simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava dizendo. Por vezers nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas que esquecemos do principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo e um nó na ponta de um lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias. É válido que nos preocupamos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras. É por esta razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão do joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. a criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. mesmo que esse gesto seja apenas um nó. um nó cheio de afeto e carinho.

sábado, 12 de abril de 2008

minhas histórias

o Ratinho fujão

Era uma vez um ratinho chamado joaquim. ele tinha uma família muito feliz que se preocupava com ele. Os seus pais trabalhavam muito para dar de tudo, além de carinho, amor e compreensão. A mamãe de Joaquim estava sempre preocupada se ele estava indo bem na escola, se estava obedecendo a professora... porque em casa Joaquim sempre parecia estar insatisfeito. Parecia que a mãe nunca deixava ele fazer o que queria. Joaquim estava sentindo muito triste, e um dia ele estava brincando no parquinho com seus coleguinhas, quando tentou tirar-lhe o brinquedo à força, batendo nele. O coleguinha veio reclamar com sua mãe, que lhe chamou a atenção. Joaquim ficou muito bravo, pegou suas coisas, colocou-as numa trouxinha, colocou nas costas e fugiu de casa.
- eu vou embora dessa casa, nunca mais vão "brigar" comigo!
E partiu para longe de casa
caminhou...caminhou...caminhou...
acabou se perdendo, e não achou o caminho de volta, até se deparar dentro de uma floresta, quando de repente...ai...
Joaquim, caiu num buraco, era uma armadilha para pegar lobos...
já estava escuro, e Joaquim não enxergava por onde pisava. que tristeza! Ele estava todo machucado. Gritava por socorro, mas ninguém atendia.
Em casa mamãe e papai estavam muito preocupados.Papai ligou para a polícia, mamãe ligou para os amiguinhos, foram ao hospital, e nada de encontrar Joaquim. Por fim, reuniram-se todos e foram procurá-lo pela cidade afora. Todos gritavam:
- Joaquim, Joaquim, onde você está?
Todos com lanternas e botas entraram na floresta. Mamãe e papai já estavam muito preocupados. O que poderia ter acontecido a Joaquim?
Quando de repente, Joaquim ouve vozes lhe chamando, acorda e começa a pedir socorro:
- socorro! socorro!
- ouçam, estou ouvindo pedidos de socorro, diz mamãe, é naquela direção
todos seguem os gritos e encontram um buraco no chão, e Joaquim lá dentro. mais que depressa papai joga uma corda e pede para que Joaquim a passe em redor do corpo. E logo é puxado para cima.
- meu filho, o que aconteceu? pergunta o pai
- eu fugi de casa!
- mas... fugiu de casa por que? pergunta mamãe
- esquece mamãe, eu prometo que nunca mais vou fazer isso. acho que já aprendi a lição
- está bem, vamos para casa
- Em casa, mamãe cuida dos ferimentos de Joaquim, dá comida e coloca para deitar numa caminha quentinha e confortável e dá-lhe um beijo na testa e lhe diz:
- filho não faça mais o que você fez, ficamos muito preocupados com você, eu e papai te amamos muito.
- ta bem, mamãe, eu prometo. eu também amo muito vocês e pensei que nunca mais fosse vê-los de novo. que bom estar de volta.
- boa noite meu bem, durma em paz.
Daquele dia em diante nunca mais Joaquim ficou triste, quando a mamãe ou o papai conversava sério com ele, porque sabia que eles sempre queriam o seu bem, que eles estavam ensinando o que era certo. sempre se esforçava para dar o melhor de si, e quando cresceu foi ensinar as crianças o que de melhor sabia, que respeitar os pais e professores e os coleguinhas não é tão dificil, e sempre será o melhor caminho.